quarta-feira, 3 de novembro de 2010


Love The Way You Lie Part II



On the first page of our story
The future seemed so bright
Then this thing turned out so evil
I don’t know why I’m still surprised

Even angels have their wicked schemes
And you take that to new extremes
But you’ll always be my hero
Even though you’ve lost your mind

[Chorus]
Just gonna stand there and watch me burn
But that’s all right because I like the way it hurts
Just gonna stand there and hear me cry
But that’s all right because I love the way you lie
I love the way you lie

Ohhh, I love the way you lie

Now there’s gravel in our voices
Glass is shattered from the fight
In this tug of war, you’ll always win
Even when I’m right

‘Cause you feed me fables from your hand
With violent words and empty threats
And it’s sick that all these battles
Are what keeps me satisfied

[Chorus]
Just gonna stand there and watch me burn
But that’s all right because I like the way it hurts
Just gonna stand there and hear me cry
But that’s all right because I love the way you lie
I love the way you lie

Ohhh, I love the way you lie

So maybe I’m a masochist
I try to run but I don’t wanna ever leave
Til the walls are goin’ up
In smoke with all our memories

[Eminem]
This morning, you wake, a sunray hits your face
Smeared makeup as we lay in the wake of destruction
Hush baby, speak softly, tell me I’ll be sorry
That you pushed me into the coffee table last night
So I can push you off me
Try and touch me so I can scream at you not to touch me
Run out the room and I’ll follow you like a lost puppy
Baby, without you, I’m nothing, I’m so lost, hug me
Then tell me how ugly I am, but that you’ll always love me
Then after that, shove me, in the aftermath of the
Destructive path that we’re on, two psychopaths but we
Know that no matter how many knives we put in each other’s backs
That we’ll have each other’s backs, ’cause we’re that lucky
Together we move mountains, let’s not make mountains out of molehills
You hit me twice, yeah, but who’s countin’?
I may have hit you three times, I’m startin’ to lose count
But together, we’ll live forever, we found the youth fountain
Our love is crazy, we’re nuts, but I refused counsellin’
This house is too huge, if you move out I’ll burn all two thousand
Square feet of it to the ground, ain’t shit you can do about it
With you I’m in my f-ckin’ mind, without you, I’m out it


[Chorus]

Just gonna stand there and watch me burn
But that’s all right because I like the way it hurts
Just gonna stand there and hear me cry
But that’s all right because I love the way you lie
I love the way you lie

Ohhh, I love the way you lie
I love the way you lie





Na primeira página da nossa história
O futuro parecia tão brilhante
Então, isso se tornou tão mal
Eu não sei porque ainda estou surpresa

Até os anjos têm seus planos perversos
E você leva isso a novos extremos
Mas você sempre será meu herói
Mesmo que você tenha perdido a cabeça

[Refrão]
Só vai ficar aí e me ver queimar
Mas tudo bem porque eu gosto do jeito que dói
Só vai ficar aí e me ouvir chorar
Mas está tudo bem pois eu amo o jeito que você mente
Eu amo o jeito que você mente

Ohhh, eu amo o jeito que você mente

Agora há cascalho em nossas vozes
O vidro está quebrado por causa da briga
Nesse cabo de guerra, você sempre vai ganhar
Mesmo quando eu estou certa

Porque você me alimenta com fábulas de sua mão
Com palavras violentas e ameaças vazias
E é doentio como todas essas batalhas
São o que me mantém satisfeito

[Refrão]
Só vai ficar aí e me ver queimar
Mas tudo bem porque eu gosto do jeito que dói
Só vai ficar aí e me ouvir chorar
Mas está tudo bem pois eu amo o jeito que você mente
Eu amo o jeito que você mente

Ohhh, eu amo o jeito que você mente

Então, talvez eu sou uma masoquista
Eu tento correr mas eu não quero nunca ir
Até as paredes estão subindo
Na fumaça com todas as nossas memórias


[Eminem]

Esta manhã, você acorda, um raio de sol bate no seu rosto

Maquiagem borrada enquanto deitamos no despertar da destruição
Quieta baby, fale baixinho, me diga que está arrependida
Por ter me empurrado na mesa de centro ontem à noite
Então eu posso empurrar você de mim
Tente me tocar para que eu possa gritar para que você não me toque
Corra para fora do quarto e vou segui-la como um filhote perdido
Baby, sem você, eu não sou nada, eu estou tão perdido, me abrace
Depois diga-me como eu sou feio, mas que você sempre me amará
Depois disso, me empurre, como o resultado do
Caminho destrutivo que nós pegamos, dois psicopatas, mas nós
Sabemos que não importa quantas facas enfiamos um no outro
Nós contamos um com o outro, porque nós somos tão sortudos
Juntos, nós podemos mover montanhas, não vamos fazer tempestade em copo d’água
Você me bateu duas vezes, sim, mas quem está contando?
Talvez eu tenha te batido três vezes, eu estou perdendo a conta
Mas juntos vamos viver para sempre, achamos a fonte da juventude
Nosso amor é louco, nós somos loucos, me recuso a buscar ajuda
Esta casa é imensa, se você se for eu vou queimar todos os dois mil
Metros quadrados, não tem nada que você possa fazer sobre isso
Com você estou dentro da minha maldita cabeça, sem você, tô fora

[Refrão]
Só vai ficar aí e me ver queimar
Mas tudo bem porque eu gosto do jeito que dói
Só vai ficar aí e me ouvir chorar
Mas está tudo bem pois eu amo o jeito que você mente
Eu amo o jeito que você mente

Ohhh, eu amo o jeito que você mente
Eu amo o jeito que você mente

Um dia saberás a minha história,
sabendo eu há muito o teu olhar.

Um dia hás-de entender como nasci
entre mortais descuidos (e quedas, sobressaltos)
ou como fui crescendo por temores e lutos
nem sempre visíveis no vocabulário.

Um dia eu olharei para ti
como quem recolhe, na aspereza
das urzes, um suco novo.

Um dia habitarás um cereal de estrondos
e eu irei contigo na vastidão de cores
de uma fulgurante aguarela.

Um dia serei tu e tu serás só eu
enquanto o vento fresco há-de trazer-nos
a flor de um ébrio sonho,
ó esplêndida maresia.

Um dia somos dois como levados
a um só átrio de intensa brancura.

Um dia seremos um nesses quebrados
quadris que nos devolvam o perfume,
o lume da aliança inenarrável entre argila
e seiva, nascente e rio, língua e saliva
- num impulso maior que a própria vida.

Um dia serei música, talvez...
E tu dirás que o som, por ser fruto
tão íntimo, será um assombroso amanhecer.

Um dia serei espasmo ou só destroços.
E tu dirás que alguém (bem junto a ti)
se transviou e enlouqueceu.

Um dia serei rosto fora do mundo
(dos vivos, dir-se-á). E tu serás o mundo
num sempre lembrado
e enobrecido rosto.

Um dia voarei pelos outeiros
que pairam no destino.
E tu serás um lírio sempre lesto
a florescer ao meio do coração.

Um dia saberás que faltarei
em hora jamais anunciada.
E serás reino e mastro de destreza
perante o fraquejar destes meus passos.

Repito: um dia serei tu e tu o meu correr
nas valas quase mudas pelo pasmo.
E serás um grão em terra brava
que em mim se tornará viçosa árvore.

Um dia serei extrema gargalhada,
esse riso que só às vezes fui.
E tu dirás que a hora é de seguir
no véu (na lucidez) de entristecer.

Um dia saberás qual o destino
deste barco de búzios, alquebrado.
E dirás que a cinza é um sábio signo dele
e que o brilho de um peixe o salvará.

Um dia roubarás o azul aos nomes
que do azul só falam pelos dentes.
E os nomes serão leves para sempre
e tu serás mais livre até morrer.

Um dia saltarei as pedras todas
até que a montanha me devolva
toda a frescura da pureza antiga.
E tu dirás que a pedra será bronze,
que nela tangerão as hastes do futuro.

Um dia vogarás como em dilúvio
entontecido. E eu farei que nunca
nunca tremas quando as ondas
subirem mais alto.

Um dia abalroarei de frente
contra um muro de vidro.
E tu dirás que um dedo ensanguentado
não é ferida que baste, que nunca
alcançara letras de dor.

Um dia há-de nascer-te, bem junto
ao ombro, o ramo de uma angústia.
Vencê-la-ás com o acordar da luz
que tão perto te alaga.

Um dia acordarei em qualquer lado,
num campo de azevinho e felicidade.
Saberás então, por um troar de números
e de estrelas, quanto o luzir da areia
em breve parte.

Um dia hei-de dizer-te
quantas nuvens se cruzam
no chão da tempestade e do terror.
E tu dirás que a febre anda no ar
- que um bafo de turfas inquinadas
está cada vez mais perto e é mais audível.

Um dia me olharás e não respondo.